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Donga
Ernesto Joaquim Maria dos Santos, mais conhecido como Donga, nasceu em 1891 no Rio de Janeiro. O compositor e violonista carioca era frequentador das festas organizadas na casa de Tia Ciata. Foi no quintal desta casa que o samba ganhou a forma de música popular brasileira. Em 1913, passou a fazer parte do “Grupo Caxangá”, de inspiração nordestina, organizado por João Pernambuco.
O sambista começou a tocar cavaquinho com 14 anos, movido pela admiração por Mário Cavaquinho. Em seguida, aprendeu a tocar violão com Quincas Laranjeiras.
Donga ficou muito conhecido depois de registrar na Biblioteca Nacional, em Novembro de 1916, a partitura do “Pelo telefone”. A composição já havia aparecido anteriormente na casa de Tia Ciata, onde estavam presentes João da Baiana, Pixinguinha, Sinhô, Mauro de Almeida, dentre outros.
O sambista era também funcionário da Justiça. Morreu em 1974. Algumas de suas músicas mais conhecidas são: “Passarinho Bateu Asas”, “Cantiga de Festa”, “Seu Mané Luis”, “Patrão Prenda seu gado”, “Macumba de Oxóssi” e “Macumba de Iansã”.
O sambista fez parte de grupos musicais como a Velha Guarda e foi responsável pela gravação de nove músicas do disco “Native Brazilian”, organizado pelos maestros Leopold Stowski e Villa-Lobos. Ele criou, junto com Pixinguinha, a Orquestra Típica Donga-Pixinguinha.
Fontes:
Dicionário Cravo Albin
http://www.dicionariompb.com.br
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