Carreira de Noel
Em 1927, Noel já fazia serenatas com o irmão em Vila Isabel (ano em que conheceu Sinhô).
Alguns moradores do bairro e alunos do Colégio Batista formaram em 1929 o grupo musical Flor do Tempo, que viria a ser chamado posteriormente de Bando de Tangarás. Conhecido por ser um bom violonista, Noel foi convidado para entrar também.
Noel e os Tangarás:
“Mulher Exigente” foi o primeiro samba gravado pelo Bando de Tangarás. Ainda em 29, o “Poeta da Vila”, como ficou conhecido mais tarde, compôs suas primeiras músicas: “Minha viola” e “Festa no céu”.
Mas foi em 1930 que ele obteve realmente o sucesso com o samba “”Com que roupa”. Reza a lenda que a composição teria sido feita quando sua mãe escondeu suas roupas para impedir o filho de frequentar a vida boêmia. Mas a história foi desmentida por Almirante na biografia de Noel.
O compositor conheceu em 1932 a cantora que ele acreditava ser a melhor intérprete: Marília Batista. No ano seguinte, gravou com Ismael Silva “Escola de malandro”, de Orlando Luiz Machado. Noel realizou muitas parcerias musicais.
O ano de 35 marcou o início de uma série de gravações, a partir do samba “Riso de criança”, que fizeram de Aracy de Almeida uma das principais intérpretes de Noel. Foi ela quem deu início, na década de 50, ao movimento de redescoberta da obra do compositor e gravou três discos com as músicas “Palpite Infeliz”, “Último Desejo”, “Não tem tradução”, “O X do Problema”, “Conversa de Botequim” e “Feitiço da Vila”.
A obra do músico também foi revitalizada pelo grupo “Coisas Nossas” na década de 80. Os discos “Noel Rosa – inédito e desconhecido” e “A noiva do condutor” (com a participação do Grande Otelo e Marília Pêra) fizeram muito sucesso. No primeiro pôde-se ver as parcerias com Lamartine Babo, Ary Barroso, João de Barro e Ismael Silva.
Nos anos 80 foi produzido o LP “Feitiço Carioca” pelo conjunto MPB4, numa obra em homenagem à Noel que inovou nos arranjos, mas desagradou alguns de seus admiradores. Quando completaram-se 50 anos de sua morte, foi lançado o LP “Uma Rosa para Noel – 50 anos depois”, com músicas interpretadas por Noel.
Na década de 90, o cineasta Rogério Sganzerla lançou o curta-metragem contando a vida trágica do compositor. No mesmo período, houve a montagem teatral de Domingos de Oliveira sobre Noel e o lançamento do livro “Noel Rosa, uma biografia”, de Carlos Didier e João Máximo.
Fontes:
Dicionário Cravo Albin
http://www.dicionariompb.com.br
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